Estava com saudades de escrever aqui, no meu livro das sombras virtual, mas o tempo me impediu e somente hoje consegui um tempinho para postar.
Vou aproveitar a ocasião e postar um texto que acabei de escrever.
Espero que apreciem.
Li,
em site de wicca, sobre a importância da elevação sexual na
iniciação de terceiro grau. Dizem eles que, sem esta elevação,
sem a canalização das energias e a realização do Grande Rito, o
rito de terceiro grau não é válido. Conforme a teoria, a energia
envolvida neste rito é poderosa e é mister para que o Bruxo atinja
o título de Sacerdote e, posteriormente tenha condições para
liderar um coven. Outro ponto importante é ter a consciência
cósmica para transcender as preocupações mesquinhas do ego (polo
defensivo da personalidade, pondo em jogo uma série de mecanismos de
defesa, motivados pela percepção desagradável – sinal de
angústia). Quem chega a este nível deve ser capaz de transcender o
ego, experimentar a consciência cósmica e canalizar os Deuses se
for necessário.
Não
sei se entendi bem a mensagem do texto, mas a ideia que eu tive é de
que um Bruxo só é Sacerdote e tem algum valor se passar pelo rito
de terceiro grau.
Não
vou me aprofundar muito sobre o assunto, pois não o conheço
profundamente, mas me questiono se é imprescindível a elevação
sexual para atingir esse grau de consciência. Será que é preciso
ter relações sexuais com a Sacerdotisa ou com o Sacerdote para
atingir o ponto máximo de uma iniciação? Será que isto é tão
imprescindível a ponto de impedir que alguém lidere um coven ou
passe adiante os conhecimentos mágicos?
A
Deusa assim afirma: “Todos os ritos de prazer, alegria e amor são
meus.” Mas impor que sem a elevação sexual, a pessoa não
completa sua formação sacerdotal é um pouco pesado para mim. Sei
também que, ao entrar para a wicca, a pessoa que escolheu este
caminho está ali porque quer, pois concorda com a filosofia, mas daí
dizer que sem s elevação sexual nada tem valor, parece-me muito
drástico.
Neste
tipo de bruxaria também é comum dizerem que é preciso se desfazer
dos conceitos impostos pela sociedade, tais como preconceitos e
ideias limitadas como o fato de uma pessoa ser casada com outra que
não pertence à wicca e ter de realizar o Grande Rito com o
Sacerdote ou a Sacerdotisa. Eles criticam veementemente esse
“constrangimento” alegando que o fato de alguém sentir-se mal
com tal situação resulta das regras impostas pela sociedade e, se
essa pessoa não se sente à vontade, não pode pertencer ao grupo.
Discordo
dessa opinião, embora eu saiba que todos os preconceitos e regras
foram criadas pela sociedade e, se essa sociedade diz que ter
relações sexuais com outras pessoas, mesmo sendo casada com outra,
fosse normal, provavelmente eu não teria escrito esse texto. Mas
sejamos sinceros: quem de nós iria sentir-se à vontade sabendo que
o companheiro(a) tem relações sexuais com outra pessoa com
frequência porque precisa canalizar a energia do Deus e da Deusa em
um Coven?
Este
preceito até pode ter algum fundamento para eles que seguem
fielmente as regras impostas por quem “criou” a wicca ( depois
criticam a sociedade), mas acredito que não é preciso fazer o
Grande Rito com outra pessoa para se conectar com as energias
divinas.
Se
olharmos dentro de nós e silenciarmos nossa mente, não precisaremos
usar o sexo como subterfúgio para alcançar o divino, que já está
em nosso interior.
Por hoje era isso, um grande abraço e que a luz da Lua nos ilumine sempre. )O(

















