sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dança dos mortos

   Abençoados sejam!

   Na última postagem, coloquei um texto sobre o Deus Queer (eu só sei que eu não quero). Certo, desculpem a piadinha infame, mas vamos lá.
    Hoje vou postar um ritual do livro de Konstantinus, Nocturnicon. Confesso que tudo muito engraçado. Conforme ele descrevia o ritual, eu visualizava, mas chegou uma hora em que não consegui mais levar a leitura à sério. Eu não sei, mas normalmente as leituras de paganismo e de bruxaria que eu faço são sérias e eu consigo até sentir a energia do ritual, mas esse. Apesar de ser Magia Negra (que eu gosto muito) não foi possível considerar.
    Depois me digam o que acharam.
 



 
 
Bem, depois dessa só resta me despedir. Até a semana que vem e que a Lua nos ilumine sempre.
 
 
 

sábado, 1 de junho de 2013

Está um pouco estranho...

      Abençoados sejam!!

  Faz um tempo que não passo por aqui para escrever alguma coisa. O tempo e as situações que se apresentam sempre me "afastam" dos meus blogs, mas cá estou eu aqui.
   Bem, eu tenho um capítulo de um livro do Claudiney Pietro (Ritos de Passagem) que escaneei porque queria compartilhar com vocês.
   Certo, estamos em uma época em que o Homo é normal e quem não é, é obrigado a aceitar a situação. Não digo com isso que sou contra ou a favor, porque minha vida não muda em nada com isso.
   Apenas achei curioso e questionável a criação de um deus na Bruxaria para os homossexuais. Estranhei, porque se assim é, então qualquer pessoa pode criar um deus. Eu, que sou apaixonada por Beethoven e Freddy Krueger, também posso criar deuses deles e sair por aí cultuando?
    Existem coisas que os Gardnerianos defendem que eu não concordo (o esquema de só prestar se for descendente de Gardner), mas vamos pensar:
    A Wicca, em partícula continuar, tem suas regras e seus fundamentos. Se um homossexual quer ser Wiccano, então deve se adaptar às regras da religião que escolheu. Se é complicado demais se envolver com o sexo oposto, então acredito que esse não é o caminho dele.
    Não quero ser de modo algum taxativa ou racista, mas acontece que ficar por aí criando deuses que se adaptem às nossas necessidades faz com que a Wicca e a Bruxaria acabem perdendo o sentido, porque qualquer um vai inventar um deus que lhe agrada. Se for assim, então para quê existir a religião? É como se um grupo de homossexuais criasse um novo santo que defenda a homossexualidade na Igreja Católica.
   A sociedade pode estar mais "liberal" e coisa e tal, mas pelo menos o respeito às religiões deveria continuar.
   Já li textos que falam sobre estudos que comprovam que existe homossexualismo na natureza, que os animais não se juntam apenas para reprodução. Mas isso não justifica a criação de deuses homossexuais por causa de um grupo de "bruxos" que não conseguem se relacionar com o sexo oposto porque não quer, na parte religiosa.
   Quando se fala em energia, deve-se trabalhar com os opostos. Dia-Noite, Sol-Lua, Claro-Escuro... e por aí vai. Me digam, que EQUILÍBRIO pode haver se todos forem para o mesmo lado? É como uma balança: se houver peso em só um dos lados, o desequilíbrio é inevitável, mas me parece que esse pessoal não entendeu...
   E o Grande Rito, não o simbólico, mas o real (para quem pratica), como fica? Como é que vão canalizar a energia se houver 2 Sacerdotisas ou 2 Sacerdotes? Isto é uma coisa que eu queria entender, mas confesso que, por mais argumentos que existam, ainda não vou compreender...
   Sendo assim, vou deixar o capítulo que fala sobre isso, para vocês lerem e tirarem suas próprias conclusões.
    Abraços e que a Luz da Lua nos ilumine sempre )O(,
 
 
 
 
 
 


 

 
 
 
 


sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da mulher

       Abençoados sejam!!

     Apesar de estar ausente no blog, não pude deixar de passar por aqui para postar esse poema bonito sobre o Dia da Mulher.
       Esse poema me faz pensar como as coisas são engraçadas. A mensagem mostra o orgulho de ser mulher, da possibilidade de ser e fazer o que quiser... tudo bem, só que as mulheres se esqueceram de como era no início? Quando a sociedade era matriarcal? Será que ninguém lembra que há muito tempo, a mulher era quem decidia tudo na sociedade?
      Falam de uma forma que parece que a mulher nunca coordenou nada, nunca gererenciou nada. É como se estivesse tomando seu lugar na sociedade pela primeira vez.
      Digo e repito, a culpa pelo mundo ser do jeito que é, em muitos aspectos é da mulher que permitiu que o homem tomasse o seu lugar quando ela mantinha o conhecimento e era responsável pelo grupo...
      Bem, mas o prosósito não é discutir isso hoje. Apenas desejar um feliz dia da mulher.


Meu nome é MULHER!

No princípio eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER!!!!


domingo, 30 de dezembro de 2012

Desabafo de final de ano

     Abençoados sejam,

    Esse assunto não tem muito a ver com o tema do blog, mas acredito que, quanto mais pessoas lerem isso, melhor. Vai que chega no ouvido certo? Os Deuses podem ajudar :)
 
 

Bem, o final do ano está próximo e o início das minhas férias estão deselegantes. Tirando o fato que eu posso curtir o meu filho direto, não há o que reclamar, mas o fato de terem me obrigado a tirar as férias em dezembro, no trabalho foi de matar. Já é o segundo ano que acontece isso, sem falar que desde 2008 eu explico sempre a mesma coisa, que eu PRECISO TIRAR FÉRIAS NA SEMANA DO CARNAVAL por motivos familiares, mas não, as pessoas simplesmente ignoram esse pedido.
Agora, para melhorar a situação, colocaram mais um funcionário para ajudar. Ajudar, não sei no quê, pois a pessoa também tira as férias em fevereiro. Quer dizer, a beócia aqui, que pede a semana do carnaval, não pode e as pessoas que vêm de fora tiram em fevereiro porque estão há mais uns 20 anos. Certo, mas o setor é diferente e, acredito eu, eu deveria ter prioridade.
Já que a coisa funciona desse jeito, neste ano já comuniquei às pessoas responsáveis que faltarei na semana do carnaval. Infelizmente serei descontada, mas não há o que fazer, uma vez que não me deram alternativa nenhuma.
Tenho compromisso com o meu trabalho, tenho, mas também tenho compromisso, principalmente com a minha família, que é a base de tudo. Ano passado, deixamos de viajar nas férias pelo mesmo motivo e fiquei muito mal com meu marido (que precisa da semana do carnaval, única em que ele tira fperias), mas nesse ano não, não posso fazer isso com meu marido e meu filho.
Como já comuniquei, faltarei ao trabalho na semana do carnaval. Até o presente momento não vi nada sobre a situação. Serei descontada, mas estarei com minha família, cuja semana é a ÚNICA em que posso ficar com meu marido e meu filho juntos.
Pena que as pessoas não conseguem entender isso.
 


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Samhain - Feliz Ano Novo

Abençoados sejam!

Hoje, nesta data especial, vou postar um texto meu que julgo importante para comemorar o Dia das Bruxas.


Para mim, esta data é a mais especial de toda a Roda do Ano, não só pelo seu significado, como também por todo um conjunto que cerca esta data tão especial. Em Samhain nós comemoramos o Ano Novo Bruxo e é com muito respeito que reverenciamos nossos ancestrais e todos aqueles que partiram para o País do Verão. É uma noite importante e mágica, pois é nesta noite que a comunicação entre os dois mundos: o material e o espiritual está mais forte que o normal. Nesta noite, podemos nos concentrar e ouvir, em nosso interior, as vozes daqueles que estão sempre conosco, nos guiando e nos protegendo.
No mito da Roda do Ano, em Samhain, o Deus morre e a Deusa, em sua fase Anciã lamenta sua morte. Porém, o espírito do Deus ainda está vivo no ventre da Deusa como a criança não nascida. É o início da fase escura da Roda do Ano. Escura não no sentido de má ou algo do gênero, mas sim, escura no sentido em que as plantas morrem para renascerem posteriormente e os animais se recolhem para hibernar. É um período de introspecção e silêncio. Neste período, o Deus se transforma no Senhor da Morte e das Sombras. Famílias pagãs se reúnem, nesta noite, para homenagear os entes queridos que partiram para o País do Verão.
Em uma data tão especial como esta, fico pensando...
Como seria bom se todas as famílias, além das famílias pagãs, se reunissem e homenageassem seus entes queridos. Não quero dizer, com isso, que todas as famílias deveriam assumir os costumes bruxos e sair por aí festejando os mortos, pois esta não é minha intenção, ainda mais porque, os bruxos não obrigam ninguém a assumir nossos valores ou a cultuar o que cultuamos. Cada pessoa é extremamente livre para seguir o caminho que mais lhe convém. O que quero dizer é que, independentemente de credo, religião ou qualquer outra coisa, que todas as pessoas deveriam dedicar um momento em suas vidas para homenagear os entes queridos que partiram para o outro lado. Deveriam refletir por um momento na importância dessas pessoas em suas vidas, mesmo que tenha sido uma convivência breve, de uma forma ou de outra, estas pessoas nos deixaram algum aprendizado.
Samhain me faz refletir a importância de valorizarmos todos aqueles que não estão mais conosco e que nos deixaram seus legados, suas conquistas, suas vitórias, seus ideais e seus sonhos, muitos dos quais, nos cabe, hoje, seguir e concluir. Mas além do respeito e reverência aos que partiram, penso que também deveríamos valorizar muito mais aqueles que, assim como a Deusa e o Deus (neste período) representam nossos Anciãos, aqueles que possuem mais experiência, mais conhecimento e que gostariam de compartilhá-los conosco. Vivemos em uma sociedade que não valoriza nem um pouco nossos idosos. Os idosos são chamados de velhos de forma pejorativa e não de forma a expressar velho como sábio, com conhecimentos a passar. São considerados como uma parte da sociedade que só atrapalha, só estorva. O que é valorizado hoje, é o jovem e, vejam bem, a idade do jovem está sendo considerada cada vez mais cedo. Um bom exemplo disso são as meninas que, com idade cada vez mais precoce, passam horas em salões de beleza e assumem, cada vez mais cedo, atitudes adultas.
Eu gostaria muito que durante a noite de Samhain, as pessoas pudessem parar para refletir e dar maior valor aos que partiram e àqueles que estão se preparando para partir. Que pudessem perceber o quanto estas pessoas têm a acrescentar em nossas vidas e o quanto são importantes para nós. Não adiantará nada debulhar-se em lágrimas depois que elas não estiverem mais presentes e só depois perceber sua importância e o quanto se deixou de aprender e ensinar com elas. Por que não perceber sua importância agora, que estão conosco? Por que não tratar melhor e com mais respeito todos os nossos Anciãos? Por que não parar e ouvir mais o que eles têm a nos dizer? De uma forma ou de outra, eles são os nossos ancestrais nos falando, no presente, sobre seus conhecimentos e experiências do passado, para que os nossos passos e nossas vidas sejam cada vez melhores no futuro.
Um feliz Samhain e que sejam abençoados todos os Anciãos da Terra.
Que assim seja e assim se faça.


E aqui eu encerro com este lindo poema que encontrei em um livro um dia desses. Achei propício colocá-lo aqui.

Idoso é quem tem o privilégio de viver uma longa vida...
Velho é quem perdeu a jovialidade.
Você é idoso quando sonha...
Você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende...
Você é velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando tem planos...
Você é velho quando só tem saudades.

Para o idoso, a vida se renova a cada dia que começa...
Para o velho, a vida se acaba a cada noite que termina.
Que você, quando idoso, viva uma vida longa, mas que nunca fique velho

                                                           Autor desconhecido.

Fico por aqui. Desejo um ótimo Samhain para todos.
Antes que alguém fale, a data de hoje, no hemisfério sul é Beltane. Eu sigo a roda do ano do hemisfério sul, mas devido a parte comercial da coisa, eu também comemoro Samhain junto.
Na próxima postagem, colocarei textos sobre a roda do ano para ler e refletir.
 
 
Que a luz da Lua nos ilumine sempre!
 
 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Iniciações

        Abençoados sejam!

       Estava com saudades de escrever aqui, no meu livro das sombras virtual, mas o tempo me impediu e somente hoje consegui um tempinho para postar.
       Vou aproveitar a ocasião e postar um texto que acabei de escrever.
       Espero que apreciem.

Li, em site de wicca, sobre a importância da elevação sexual na iniciação de terceiro grau. Dizem eles que, sem esta elevação, sem a canalização das energias e a realização do Grande Rito, o rito de terceiro grau não é válido. Conforme a teoria, a energia envolvida neste rito é poderosa e é mister para que o Bruxo atinja o título de Sacerdote e, posteriormente tenha condições para liderar um coven. Outro ponto importante é ter a consciência cósmica para transcender as preocupações mesquinhas do ego (polo defensivo da personalidade, pondo em jogo uma série de mecanismos de defesa, motivados pela percepção desagradável – sinal de angústia). Quem chega a este nível deve ser capaz de transcender o ego, experimentar a consciência cósmica e canalizar os Deuses se for necessário.
Não sei se entendi bem a mensagem do texto, mas a ideia que eu tive é de que um Bruxo só é Sacerdote e tem algum valor se passar pelo rito de terceiro grau.
Não vou me aprofundar muito sobre o assunto, pois não o conheço profundamente, mas me questiono se é imprescindível a elevação sexual para atingir esse grau de consciência. Será que é preciso ter relações sexuais com a Sacerdotisa ou com o Sacerdote para atingir o ponto máximo de uma iniciação? Será que isto é tão imprescindível a ponto de impedir que alguém lidere um coven ou passe adiante os conhecimentos mágicos?
A Deusa assim afirma: “Todos os ritos de prazer, alegria e amor são meus.” Mas impor que sem a elevação sexual, a pessoa não completa sua formação sacerdotal é um pouco pesado para mim. Sei também que, ao entrar para a wicca, a pessoa que escolheu este caminho está ali porque quer, pois concorda com a filosofia, mas daí dizer que sem s elevação sexual nada tem valor, parece-me muito drástico.
Neste tipo de bruxaria também é comum dizerem que é preciso se desfazer dos conceitos impostos pela sociedade, tais como preconceitos e ideias limitadas como o fato de uma pessoa ser casada com outra que não pertence à wicca e ter de realizar o Grande Rito com o Sacerdote ou a Sacerdotisa. Eles criticam veementemente esse “constrangimento” alegando que o fato de alguém sentir-se mal com tal situação resulta das regras impostas pela sociedade e, se essa pessoa não se sente à vontade, não pode pertencer ao grupo.
Discordo dessa opinião, embora eu saiba que todos os preconceitos e regras foram criadas pela sociedade e, se essa sociedade diz que ter relações sexuais com outras pessoas, mesmo sendo casada com outra, fosse normal, provavelmente eu não teria escrito esse texto. Mas sejamos sinceros: quem de nós iria sentir-se à vontade sabendo que o companheiro(a) tem relações sexuais com outra pessoa com frequência porque precisa canalizar a energia do Deus e da Deusa em um Coven?
Este preceito até pode ter algum fundamento para eles que seguem fielmente as regras impostas por quem “criou” a wicca ( depois criticam a sociedade), mas acredito que não é preciso fazer o Grande Rito com outra pessoa para se conectar com as energias divinas.
Se olharmos dentro de nós e silenciarmos nossa mente, não precisaremos usar o sexo como subterfúgio para alcançar o divino, que já está em nosso interior.


              Por hoje era isso, um grande abraço e que a luz da Lua nos ilumine sempre. )O(


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sexta-feira 13

            Abençoados sejam!!

      Hoje é sexta-feira 13 e eu, como boa Bruxa que sou não poderia deixar passar esta data em branco.
     Todo o mundo, ou pelo menos a maioria das pessoas que conheço, sempre fazem algum comentário sobre a data, claro, considerando o lado negativo da coisa (azar, maldições, pragas, etc), mas esta data não passa de uma data como outra qualquer. É a crença de que a sexta-feira 13 traz má-sorte às pessoas que a tornou importante.
      Minhas pesquisas dizem que não há uma origem certa para o temor da sexta-feira, porém, há lendas e mitologias que explicam o motivo de tal aversão ao dia. Claro, como não poderia deixar de ser, a igreja cristã está metida nisso. Seria neste período que Jesus Cristo foi perseguido e, antes de ser crucificado, em numa sexta-feira, ele teria celebrado uma ceia que ao todo contava com 13 participantes.
     Historicamente, existe a versão referente à consolidação da monarquia francesa. Ao sentir-se ameaçado pelo poder e influência exercido pela igreja (novamente a igreja), Felipe IV tentou se filiar à ordem dos Cavaleiros Templários, que negou a entrada do monarca. Despeitado pela recusa, ordenou a perseguição dos Templários em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307.
      Mas apesar destas especulações dando a entender que foi a igreja quem inventou a data, a verdade é que a origem da sexta-feira 13 é pagã, assim como o Natal e a Páscoa. São datas comemoradas há centenas de anos pelos pagãos, mas quando a igreja cristã impôs seu domínio, determinou que as celebrações eram “coisa do Demônio” e as proibiu. E, “inteligentemente” absorveu vários simbolismos pagãos, afirmando serem cristãos. Querem 2 exemplos disso? A árvore de natal e os ovos de páscoa.
      Sendo assim, vamos à origem desta data.
     Em Valhalla, a morada dos deuses nórdicos, houve um banquete no qual 12 deidades foram convidadas. Loki, deus do fogo e da discórdia, ficou enciumado por não ter sido convidado e enganou um deus cego para que este ferisse o deus solar Baldur, favorito de Odin, o deus dos deuses, causando grande confusão. Dessa mitologia surgiu a ideia de que reunir 13 pessoas não seria bom.
      Já a parte da sexta-feira, origina-se da Escandinávia e trata da deusa Frigga, a deusa da fertilidade e do amor. Quando as tribos nórdicas foram obrigadas a se converter ao cristianismo (olha a igreja cristã aí gente!), Frigga foi transformada em bruxa e exilada no alto de uma montanha. Diziam que, para se vingar, Frigga reunia-se todas as sextas-feiras com outras 11 bruxas e o demônio, somando 13, para jogar maldições e pragas sobre os humanos. Tal estória gerou raiva e animosidade das pessoas contra a deusa. Como a sexta-feira feira era o dia consagrado à Frigga, o advento do patriarcado fez com que esse dia fosse amaldiçoado.
      Sendo assim, após ver a origem desta data, chega-se à seguinte conclusão: a sexta-feira 13 é um dia comum como qualquer outro. O fato dos nórdicos acreditarem não ser aconselhável reunir 13 pessoas é uma coisa, associar o número 13 ao azar e acontecimentos ruins é outra bem diferente. E a sexta-feira ter sido associada a algo ruim, deve-se única e exclusivamente ao fato da igreja induzir as pessoas a acreditarem que uma deusa, antes cultuada com respeito, agora era uma bruxa má que se reunia com o Demônio para fazer mal a humanidade.
      Esta superstição é tão tola que, se fosse verdadeira, os covens não seriam compostos por 13 bruxos. E o número 13 é especial, pois também se refere às 13 lunações do ano, tão importantes para nós, bruxos e sacerdotes.
Há muitos anos, uma repórter de um programa de rádio da RBS, ligou para mim perguntando se eu poderia gravar uma entrevista falando sobre a sexta-feira 13. Concordei e o que eu disse a ela foi exatamente as mesmas coisas que eu escrevi aqui. Ressaltei que a imagem de bruxa ruim, de gato preto que dá azar e de outras coisas relacionadas à bruxaria origina-se da igreja cristã, que ao dominar as outras religiões existentes deturpou todos os conceitos para poder ficar no controle. Na verdade, até falei mais, mas o resto da conversa que abordava a importância das Bruxas, infelizmente não foi ao ar. Foi engraçado que, após a minha entrevista, outra bruxa foi entrevistada dando dicas de como se proteger na sexta-feira 13. Hilário.
      O que eu quero deixar claro neste texto é: criar imagens deturpadas de como as coisas realmente são é muito fácil, ainda mais se for para dominar o povo que está na ignorância. Agora, ensinar o povo a pensar e a progredir é que é o difícil.
      Não sei se minha opinião vale de alguma coisa a vocês, mas sendo Bruxa e Sacerdotisa, afirmo: sexta-feira 13 é um dia comum como qualquer outro, porque posso estar na rua caminhando calmamente em um sábado 14 e, devido minha falta de atenção, posso cair, torcer o tornozelo ou quebrar o pé. E aí? Vou colocar a culpa em quem? No sábado 14, porque foi depois da sexta-feira 13?

      Fico por aqui, até a próxima postagem e que a lua da Lua nos ilumine sempre.